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Projetos Fotovoltaicos

Os custos estão menores para a instalação de projetos para geração de energia solar. O barateamento da tecnologia é reflexo do aumento da competitividade e expansão do mercado no Brasil

Alavancada pela competitividade do mercado chinês e ampliação do setor no Brasil, a instalação de projetos de energia solar se tornam cada vez mais acessíveis. De acordo com levantamento realizado pelo Portal Solar o custo com equipamentos sofreu queda de cerca de 30% no último ano. Já a instalação teve redução de aproximadamente 40%. Vantagens que tornam a energia fotovoltaica ainda mais atraente para empreendimentos de diferentes portes, bem como para uso residencial, e legitimam o salto de crescimento esperado para este ano.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) em 2022 o setor deve experimentar uma expansão próxima a 44% na capacidade instalada, alcançando os 20 gigawatts (GW). O valor ainda é inferior aos líderes de geração mundiais China (161 GW), EUA (71 GW) e Japão (59 GW). O potencial brasileiro, no entanto, tem capacidade de proporcionar um futuro de produção relevante por meio dessa matriz energética limpa e renovável. Isso por conta da grande incidência de raios solares em todo o território e do clima tropical, que proporciona longos períodos de tempo ensolarado. (fonte: Solenerg)

Mais fácil para investir

Até poucos anos atrás era difícil ver nos telhados de residências e empresas as placas de energia solar. Isso porque o investimento inicial era um grande impeditivo, com mercado ainda muito tímido no Brasil e poucos países produzindo equipamentos de qualidade. O cenário atual, porém, é de crescimento vertiginoso, com a entrada da China na produção de componentes e abertura de linhas de crédito para consolidar a geração renovável entre os brasileiros.

Investimento lucrativo

O crescimento do mercado de energia solar no Brasil, bem como ocorre com a popularização de qualquer outra área ou produto, tem como efeito direto a diminuição do valor de investimento inicial. Neste caso específico, o barateamento da tecnologia ainda está acompanhado de outro fator muito importante, os consecutivos aumentos da tarifa de energia elétrica, que tornam a escolha por um projeto de geração fotovoltaica ainda mais atrativa.

O encarecimento experimentado por todos os brasileiros nos últimos anos é reflexo direto das mudanças climáticas e da escassez de recursos para abastecer as usinas hidrelétricas, principais fontes geradoras de energia no Brasil. Com os baixos níveis nos rios outros recursos mais onerosos, como carvão e petróleo, passam a ser utilizados, valor que recai diretamente na conta de luz. Essa realidade motiva quem deseja investir conscientemente.

Benefícios para empresas

A versatilidade dos sistemas de energia solar torna possível que o projeto seja adaptado para necessidades em escala residencial ou industrial. No caso de empresas, por exemplo, a geração pode se tornar em um investimento de longo prazo. Com retorno sobre o investimento estimado para ocorrer, em média, dentro de cinco anos é possível ao empresário, após esse período, investir em melhorias, aumentar a margem de lucro ou até mesmo repassar o valor economizado para o produto final, criando um importante diferencial com relação aos concorrentes.

Benefícios para pessoas físicas

Dependendo do valor da sua conta de luz atual, você instala um sistema fotovoltaico na sua residência ou sítio, e seu investimento começa a retornar após 3 anos. Em outros poucos anos estará totalmente pago e seu custo mensal de energia cairá a níveis bastante moderados. Lembrando que painéis fotovoltaicos tem vida útil estimada em 20 anos, bastando manutenção periódica simples e barata.

É possível financiar um projeto de energia solar

Uma preocupação frequente entre quem tem interesse em buscar alternativas limpas e renováveis de energia está ligada à necessidade de um investimento inicial. No entanto, seguindo uma preocupação em incentivar este tipo de investimento no País, bancos e instituições financeiras disponibilizam formas de financiamento tanto para projetos residenciais quanto para indústrias e agronegócio. Esses recursos são oferecidos com taxas diferenciadas e podem ser quitadas ao longo de vários meses, dependendo do valor total da execução da obra e aspectos específicos do contratante.

Entre em contato agora mesmo para esclarecer suas dúvidas e necessidades.

Expectativas para a GD segundo o PDE 2029

Análises a respeito das expectativas para o setor de geração distribuída fotovoltaica no Brasil no médio e longo prazo.

    O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2029, lançado recentemente, é um documento elaborado pela EPE com o objetivo de “indicar as perspectivas da expansão do setor de energia no horizonte de dez anos, dentro de uma visão integrada para os diversos energéticos”. No documento de quase 400 páginas, um capítulo é dedicado a tratar da expansão de Recursos Energéticos Distribuídos (RED) – que envolvem a geração distribuída e armazenamento atrás do medidor – e potenciais ganhos de Eficiência Energética. Este artigo se baseia nos resultados apresentados neste documento. Pretendemos, aqui, analisar os volumes de mercado projetados pela EPE, a fim de mapear os rumos que a GD fotovoltaica pode tomar. Destaca-se que, como afirmado pela própria EPE na NT DEA 016/2019, a projeção possui limitações na análise de curto prazo, devendo ser considerada apenas para efeitos de médio e longo prazo. Caso o leitor tenha interesse, pode acessar o Estudo Estratégico da Greener, publicado ao fim do 4º Trimestre de 2019, onde avaliamos, segundo nossos modelos, a difusão da GDFV no Brasil conforme a proposta feita pela ANEEL à época.

O PDE 2029 adota como cenário base a entrada em vigor de uma nova forma de compensação da energia na GD a partir de 2021, com a perda das componentes Fio A, Fio B e TUSD Encargos para a geração local. Para a geração remota retira-se também a componente TUSD Perdas. A partir de 2022, entraria em vigor uma tarifa binômia, com o fim da cobrança volumétrica das componentes Fio A e Fio B. 

Em seu cenário base, a EPE prevê a instalação acumulada de cerca de 10 GW de geração solar até o fim de 2029. A partir de 2021 há um predomínio das instalações residenciais com o encolhimento da geração remota. Apesar do volume instalado em 2018 e 2019 ter superado a expectativa do PDE 2027, a mais nova projeção reduz o volume de mercado esperado para o fim da década. Nesse novo cenário, dado que o setor atingiu 1,9 GW de capacidade ao fim de 2019, seria instalado cerca de 0,8 GW ao ano, em média, até o fim de 2029. Em 2019, porém, o mercado comercializou 1,3 GW de sistemas fotovoltaicos, o que demonstra uma grande probabilidade de, já em 2020,a potência instalada no brasil ultrapassar as estimativas da EPE e se  realizada a projeção do PDE, o mercado anual reduziria em torno de 40% do que foi o último ano. A Figura 1 apresenta a projeção de referência do PDE 2029 evidenciando a participação de todas as fontes que compõem a geração distribuída.

A EPE também apresentou os resultados de cenários alternativos de difusão da GD. Com isso, é possível entender quais os possíveis caminhos que mais impactam esse mercado. A Figura 2 apresenta dois gráficos da evolução da capacidade instalada para cada cenário proposto pela ANEEL. O gráfico da esquerda corresponde à difusão para os cenários onde não há entrada da tarifação binômia. No mais otimista dos casos, a Alternativa 0 de compensação de energia, a capacidade instalada superaria os 30 GW em 2029 com cerca de 3 GW de comercialização anual. Esse volume permitiria um crescimento vertiginoso da GD durante a década. O gráfico da direita corresponde à difusão para os cenários onde, além da mudança da forma de compensação em 2021, haveria também, em 2022, a entrada da tarifa binômia. No cenário mais pessimista, Alternativa 5 – B, a capacidade instalada chegaria a 9 GW, com mercado em torno de 700 MW por ano.

Nota-se que a implantação de uma tarifa binômia nos moldes do que foi calculado pela EPE reduz a expectativa de inserção da GD em quase 60%, quando comparado à expectativa mais otimista de manutenção da regra atual. Esse impacto é semelhante ao da adoção da Alternativa 3, já considerada fortemente prejudicial pelo setor.

Para sintetizar, a Tabela 1 apresenta a redução percentual do mercado estimado até 2029, bem como um cálculo do mercado anual médio para cada um dos cenários. A primeira linha corresponde ao cenário sem alterações, que evidencia o potencial que há no mercado brasileiro. As linhas seguintes são apresentadas em ordem crescente de impacto. Apenas dois cenários, além da Alternativa 0, são capazes de garantir que o mercado de GD mantenha volumes de comercialização em níveis iguais ou superiores ao de 2019.

É importante ressaltar que o volume anual de mercado se refere a valores médios durante a década de 2020. Os primeiros 5 anos seriam, possivelmente, mais afetados que os últimos 5, levando um tempo para que o mercado se recomponha e até mesmo ultrapasse a marca de 2019.

Assim, observa-se que, enquanto a década anterior foi de criação e maturação inicial da GD no Brasil, a década atual será importante para solidificar e definir o tamanho que esse mercado terá. Apesar do aprendizado e fortes ganhos de eficiência adquiridos nos primeiros 8 anos de REN 482, os desafios para esse setor não se encerram e os integradores e os players deste setor ainda devem passar por períodos de incertezas elevadas em função das mudanças regulatórias em discussão.

Para ter mais informações a respeito do mercado fotovoltaico de micro e minigeração distribuída no Brasil, acesse gratuitamente o Estudo Estratégico Mercado Fotovoltaico de Geração Distribuída do 4º Trimestre de 2019 no site da Greener.

fonte: Greener

Os avanços das energias renováveis no Brasil

Muito se fala de energia renováveis e poucos sabem que o Brasil é um dos países que mais contribuem como exemplo mundial, como uma nação em que as energias renováveis fazem parte de sua matriz energética. Em 2016 temos o seguinte cenário comparando a utilização de fontes renováveis e não renováveis para a geração de energia elétrica no Brasil e no mundo:

Mas será que essa característica é boa para o Brasil ?

Ocorre que dessa utilização de energia elétrica, mais de 80% (oitenta porcento) provém de fonte hidráulica (Centrais Hidroelétricas) que nem sempre dispõem de água suficiente para gerar energia e que proporcionam danos ambientais cada vez mais questionáveis.

Nesse sentido podemos dizer: Apesar da matriz energética brasileira ser fortemente sustentada pela energia renovável de fonte hidráulica, isso não confere ao país uma estabilidade no suprimento de energia. Para exemplificar essa situação temos o racionamento de energia vivido em 2001 e o risco de racionamento de 2014, que não se concretizou por razões políticas e cujas contas pagamos até hoje com os reajustes de energia muito acima da inflação.

Por esse aspecto a EPE – |Empresa de Planejamento Energético do Brasil vem proporcionando Leilões de compra de energia produzidas por fontes renováveis utilizando outras fontes primárias, que não a água, quais sejam: Eólica(ventos), Biogás (dejetos orgânicos) e Solar Fotovoltaica (o Sol).

Apesar do forte crescimento da energia eólica no Brasil que hoje já representa 6,8% da geração de energia, o futuro nos leva ao SOL, como fonte primária de energia. Hoje corresponde a apenas 0,1% da matriz energética, porém é abundante em toda parte do Brasil, e o mais importante: podemos gerar energia com o sol onde consumimos, ou seja, no telhado de nossa casa ou no campo remoto onde a rede elétrica é normalmente precária.

A própria EPE projeta par 2040 um cenário no qual a energia solar fotovoltaica ocupe o papel de protagonista da produção de energia, sendo responsável por 32% da matriz energética, ou seja, representado um aumento de 320 vezes em relação à situação em 2017.

Em números para a economia brasileira, teremos um investimento no setor fotovoltaico nos próximos anos de R$ 11 Bilhões por ano em média. Qual o setor da economia brasileira movimenta esse recurso atualmente?

Importante dizer que esse movimento NÃO acontecerá apenas com os grandes operadores do setor elétrico. A geração de energia elétrica distribuída utilizando a fonte solar fotovoltaica tem aberto a oportunidade de milhares de brasileiros participarem de um setor outrora restrito às grandes empresas de eletricidade. Existem atualmente mais 3.000 empresas no mercado oferendo a oportunidade de geração fotovoltaica, onde nós, consumidores de energia elétrica, podemos produzir a energia que necessitamos.

Dentre essas empresas, cerca de 90% delas são microempresários que enxergam nesse nicho de negócio uma oportunidade de ganhos. Atualmente o investimento em energia solar fotovoltaica tem permitido um retorno do investimento entre 4 a 5 anos após a instalação do sistema.

Em outras palavras, o Brasil celeiro de energias renováveis e abençoado por natureza pelo Sol de norte a sul do país, tende, em poucos anos a se tornar a maior nação do planeta a utilizar fontes renováveis de energia elétrica, sem com isso ficar a mercê da pluviometria como tem acontecido nas últimas décadas, afinal quando não tem chuva e água, o que não nos vai faltar é sol e ventos. Vivas ao nosso querido Brasil!!

fonte: Correio 24hs